Um famoso viçosense já falecido o "Ariston" dono, outrora, de um dos bares mais representativos da alma boêmia, não só viçosense, mas do Estado de Alagoas, costumava afirmar quando as pessoas o perguntavam por situações do contexto político e social da cidade, afirmando: - Tá tudo vendido.
Hoje, com o passar dos anos, lá se vão uns 15 anos de seu falecimento, acho que tudo e todos estão vendidos.
O que me faz pensar assim é a posição do Brasil no ranking dos países mais corruptos, 66ª posição, que acho que o resultado foi comprado, pois somos tomados, não mais pela surpresa, que aqui passa a ser palavra em extinção, mas pela ousadia de alguns brasileiros nem sequer terem mais o que os antigos diziam: vergonha na cara.
Aliás, procuram-se setores onde o preço por serviços e produtos não estejam já vendidos, ou embalados para posterior venda.
Também pudera, quando políticos criam serviços, leis, instituem obrigações a população sem que nenhum estudo avalie a capacidade, a eficiência, a necessidade e os demais pilares do que se constituem os principios da administração pública, nascem os maiores criminosos da nação, os servidores com desvio de conduta.
Mas quem sabe se nem tudo está ou estará vendido daqui a 512 anos?