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terça-feira, 14 de junho de 2011

E os nossos direitos, humanos?

Sabe, há muito tempo as minhas lembranças da infância me fazem bem. Naqueles idos das décadas de 80 e 90 parecia que éramos felizes. Jogávamos ximbra (bola de gude), pião, jogos educativos, videogame, não tão violentos. As drogas que conhecíamos, e não consumíamos, era a maconha e pouco se falava na cocaina, pouco encontrada, considerando-se hoje em expanção comum, presentes até nos cenário da elite, ou principalmante nesses ambientes.

Não sabíamos o que significavam Direitos Humanos. Pensávamos que seria coisa de proteção para bandido. E será que não é? Mas, os estudos continuavam avançando, com toda a liberdade que pais e professores ganhavam, a medida que os anos e as discussões na mídia torrava o tema.

Nessas duas décadas, sentíamos que as pessoas entendiam e se tornavam mais esclarecidas, na medida em que a mídia e a escola abriam canais de discussão para entender o que mais tarde seria o que hoje dissociamos em Direitos Humanos.

Condições em que o homem, o ser humano, pode e deve ser tratado. Mas dizer isto no Brasil, sem que a educação da população fosse aprimorada seria o estopim dos absurdos.

Aqui, no Brasil, há duas realidades distintas, os dois lados da moeda, onde os direitos dos pobres e os direitos dos ricos diferem em sua origem, derivando do domínio colonial:

- os Direitos Humanos dos pobres: A cidadania não é lembrada, devido aos constantes casos de ingerência dos administradores em não respeitar as condições mais sérias dos seres humanos, no que se refere as suas condições básicas de existência.
Pobres e semi-pobres, eufemisticamente falando da distribuição da sociedade em classes sociais, são a maioria e correspondem àqueles que pagam seus impostos pela cepa. Sustentam os arrochos salariais, as políticas governamentais de âmbito social, o sistema jurídico, o político, as instituições, todos da forma como estão constituídos. Dessa forma e de outras tantas a reconfiguração dos Direitos do Homem se torna um cabide de sistemas flutuantes numa atmosfera sem fim e sem chão.

- os Direitos Humanos dos ricos: Transformam-se todos os dias, em bares das elites, onde filhos de papai são, muitas vezes, os pivôs da venda indiscriminada de drogas, alavancando o universo de viciados protegidos. No transito, podem quase “tudo”, empregando motocicletas de origem duvidosa em aventuras inconseqüentes e desregradas. Outros vivem dos crimes de colarinho branco, lavam o dinheiro ao custo de milhares e/ ou milhões de vidas. Suas mansões são verdadeiros castelos que dizem que construíram com muito suor. Suas receitas são muito mais que ganhos, constituem impérios que o sistema jurídico nacional protege como a mãe protege a um filho, dos mais queridos!

Assim, a verdadeira Brazucança é o Brazucança dos que vivem do suor e das lágrimas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um lugar chamado Analfagoas

Este lugar é terra de gente muito viva. Onde todos estão gozando de muita saúde, de muita educação, de muita segurança... Um lugar onde as pessoas descansam suas dores em terno caminho de sonhos de prosperidade. E quanto emprego lá tem! Quantas oportunidades! Quanto sorriso, que é retratado às gargalhadas e às gentilezas prestadas por seu gentil Sir, nobre Inglês. Ou seria nobre Português?

Rumam para este lugar correntes humanas, cantando seus sermões, suas glórias, aos quatro cantos do mundo e da Brazucança. Onde queres mais morar, após teres conhecido, a partir de então Analfagoas? O convite é pra sempre, pois sempre teremos os belos currais, as belas poligarquias, os centuriões, alá Roma, em tempos de guerra.

E as nossas crianças? Correm satisfeitas, mesmo escalando grotões. E nossas mães, nossos pais, avós e avôs? Esperam pelo descanso eterno. Para eles a vida foi cheia de cuidados por parte do Istado. Aliás, este mesmo Istado que carregamos no coração. É a protetora Estrela Radiosa! A terra vitoriosa e fulturosa.

Ó, quantas lágrimas brotam do meu coração. Quanta alegria regada a um puro sentimento de estima e de consideração a que tenho aos nossos pensantes municipais, estaduais e federais.

Vivam analfagoanos a verdade de suas vidas cheias de paz, de cultura, de cidadania, de ébrio e febril ardor daquilo que aprovaram em plebicito, ao sufrágio universal.