Sabe, há muito tempo as minhas lembranças da infância me fazem bem. Naqueles idos das décadas de 80 e 90 parecia que éramos felizes. Jogávamos ximbra (bola de gude), pião, jogos educativos, videogame, não tão violentos. As drogas que conhecíamos, e não consumíamos, era a maconha e pouco se falava na cocaina, pouco encontrada, considerando-se hoje em expanção comum, presentes até nos cenário da elite, ou principalmante nesses ambientes.
Não sabíamos o que significavam Direitos Humanos. Pensávamos que seria coisa de proteção para bandido. E será que não é? Mas, os estudos continuavam avançando, com toda a liberdade que pais e professores ganhavam, a medida que os anos e as discussões na mídia torrava o tema.
Nessas duas décadas, sentíamos que as pessoas entendiam e se tornavam mais esclarecidas, na medida em que a mídia e a escola abriam canais de discussão para entender o que mais tarde seria o que hoje dissociamos em Direitos Humanos.
Condições em que o homem, o ser humano, pode e deve ser tratado. Mas dizer isto no Brasil, sem que a educação da população fosse aprimorada seria o estopim dos absurdos.
Aqui, no Brasil, há duas realidades distintas, os dois lados da moeda, onde os direitos dos pobres e os direitos dos ricos diferem em sua origem, derivando do domínio colonial:
- os Direitos Humanos dos pobres: A cidadania não é lembrada, devido aos constantes casos de ingerência dos administradores em não respeitar as condições mais sérias dos seres humanos, no que se refere as suas condições básicas de existência.
Pobres e semi-pobres, eufemisticamente falando da distribuição da sociedade em classes sociais, são a maioria e correspondem àqueles que pagam seus impostos pela cepa. Sustentam os arrochos salariais, as políticas governamentais de âmbito social, o sistema jurídico, o político, as instituições, todos da forma como estão constituídos. Dessa forma e de outras tantas a reconfiguração dos Direitos do Homem se torna um cabide de sistemas flutuantes numa atmosfera sem fim e sem chão.
- os Direitos Humanos dos ricos: Transformam-se todos os dias, em bares das elites, onde filhos de papai são, muitas vezes, os pivôs da venda indiscriminada de drogas, alavancando o universo de viciados protegidos. No transito, podem quase “tudo”, empregando motocicletas de origem duvidosa em aventuras inconseqüentes e desregradas. Outros vivem dos crimes de colarinho branco, lavam o dinheiro ao custo de milhares e/ ou milhões de vidas. Suas mansões são verdadeiros castelos que dizem que construíram com muito suor. Suas receitas são muito mais que ganhos, constituem impérios que o sistema jurídico nacional protege como a mãe protege a um filho, dos mais queridos!
Assim, a verdadeira Brazucança é o Brazucança dos que vivem do suor e das lágrimas.
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